7ª MASTERCLASS FN10 – Fatores Técnicos que Determinam o Lucro

Compartilhar no facebook
Compartilhar no google
Compartilhar no twitter
Compartilhar no linkedin

No dia 19 de Janeiro tivemos a primeira Masterclass do ano de 2021, sendo a 7ª do Programa, iniciando-se assim o terceiro módulo (Andamento da Safra: Rotinas de Sucesso). 

Nesta sétima masterclass, Antônio Chaker discorreu sobre fatores técnicos que determinam o lucro. A vivência dentro da pecuária é um fator determinante para seu êxito, pois, além de dados gerenciais, existe uma interação entre os fatores biológicos que ocorrem no dia a dia da fazenda. O gestor de uma fazenda deve ter amplo conhecimento dos processos que ocorrem nela, dos aspectos técnicos, econômicos e de gestão de pessoas. Onde, quanto maior o nível de conhecimento e de excelência sobre esses fatores, maior será o êxito da fazenda.

Para avaliarmos o progresso, temos 3 grandes grupos de indicadores:

– Indicadores de Sucesso: Demonstram o que foi conquistado dentro da atividade, como por exemplo, ganhar mais que 4% sobre o valor da terra, ganhar mais do que 15% sobre o valor do rebanho e mais que 20% do movimento de caixa;

– Indicadores de Controle: São métricas, elementos de controle, que são necessários para se atingir os indicadores de sucesso, como por exemplo, taxa de lotação (UA/ha), ganho médio diário (GMD), produção de arrobas, fertilidade, perda pré-parto, taxa de desmame, índices técnicos e financeiros;

– Indicadores de verificação: São dados que geralmente não são anotados, mas que possuem grande relevância no resultado final, detalhes como por exemplo, cochos de suplementação danificados, escore fecal aquém do esperado, animal com baixo escore corporal, animais com temperamento responsivo, colaboradores desmotivados, entre outros .

Além disso, para se ter êxito no projeto, é necessário aumentar o nível de produtividade da atividade e a margem, aumentar níveis de tecnologias aplicadas, gerando assim valor para o dono (segurança gerencial, resultado econômico, felicidade), para equipe (equipe, visão de futuro, felicidade, grau de comprometimento e engajamento), para sociedade (quanto maior geração de valor para a sociedade que está inserida, maior o êxito da fazenda) e para o meio ambiente.

Para a melhora dos resultados devemos acompanhar se o ocorrido é o esperado, atrair, motivar, manter e desenvolver pessoas que queiram fazer mais, além de dominar os processos de produção.

Sendo assim, o lucro do processo é extremamente influenciado por duas métricas, ganho médio diário e taxa de lotação. O GMD é responsável pela margem de lucro e a lotação pelo volume de produção.

Para salientar a importância desta primeira métrica, quando o GMD aumenta, o tempo de permanência do animal na propriedade diminui, aumentando assim o giro de estoque do rebanho e consequentemente a margem de lucro. Deve-se buscar gastar no máximo 0,6@/@produzida, ou em outras palavras, ter uma margem final ou lucro de 40%. Além disso, deve-se ter como meta nos diferentes sistemas de produção (cria, ciclo completo e recria e engorda), GMD globais de, 400g, 500g e acima de 600 g, respectivamente.

Existem elementos nutricionais e não nutricionais que afetam o GMD e a margem de lucro. Assim, deve-se ter em conta que a energia e proteína (macronutrientes essenciais para desenvolvimento animal) provenientes do pasto são 8 vezes mais baratas do que dos grãos, por isso, é necessário uma grande atenção para o manejo de pastagens.

Para uma melhor utilização destes elementos pelos animais, é necessário observar a proporção entre caule e folhas da forrageira, pois no caule os nutrientes encontram-se menos disponíveis devido ao seu alto teor de FDN e deposição de lignina.

Ainda, grande parte da margem deve conquistada na recria, pois é a fase onde há uma maior deposição de músculos. Nesta fase, os animais necessitam de menores teores de energia do que na fase de terminação, onde há uma maior deposição de gordura.

Para potencializar o GMD deve-se observar também fatores como infraestrutura da fazenda, conforto térmico para o gado, qualidade genética, manejo sanitário, manejo racional, entre outros.

Para se aproveitar ao máximo das pastagens, é necessário manejar bem a lotação durante o ano. No período das águas a oferta de forragem é maior, podendo-se aumentar a taxa de lotação e consequentemente atingir margem de ganho de 60%. Já no período das secas, aonde há uma queda nas temperaturas, além de baixa quantidade de chuvas, deve-se diminuir a lotação animal e criar estratégias para este período, buscando uma margem de ganho de 20%.

A estratégia deve se transformar em um sistema incremental que busca produzir sistematicamente mais com maior margem. É necessário a implementação de um sistema com os seguintes elementos: processos (gerenciamento de insumos, mão-de-obra, gerenciamento da produção e resultados), subprocessos (monta, nascimento desmame, descarte), atividades (verificar condição de escore corporal de novilhas e primíparas, cumprir programa de suplementação) e indicadores de sucesso, controle e verificação (peso das novilhas, altura de manejo das pastagens, consumo de minerais e suplementos).

Logo, resumidamente, as frases da masterclass foram: “É necessário entender que folha verde é o que cria margem e estratégia de manejo entre safras é o que determina lotação” e “Nós somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito” (Aristóteles)