O avanço da profissionalização na pecuária passa, necessariamente, pelo aprimoramento na gestão de equipes, assim como os resultados positivos

O economista Walter Rogerio Diesel é o responsável pela implementação do projeto de produção de grãos e gado de corte da Pecuária Unit Santa Clara, em Nova Nazaré (MT). A empresa vive um momento de definição: como será a divisão mais apropriada da área de 10 mil hectares entre a agricultura, com lavouras de grãos (soja, milho e arroz), e a produção de gado de corte com ciclo completo – cria, recria e engorda.

“A gente precisa minimizar riscos de mercado, principalmente diante de um cenário com incremento de áreas de lavoura, redução da oferta de fêmeas e maior custo de animais de reposição”, explica.

Essa visão estratégica abrange todos os setores da fazenda, passando pela organização da infraestrutura, a preparação do terreno para plantio – inclusive de pasto –, e a composição do rebanho. Mas há uma parte do processo que Walter julga ser a mais complexa: a formação das equipes.

“Montar uma equipe coesa, engajada e motivada, e mantê-la na empresa, é o maior desafio que temos hoje.”

Segundo Walter, a situação é semelhante em qualquer atividade econômica (comércio, serviços e indústria), mas no agronegócio o grau de dificuldade aumenta. A maior parte das pessoas em busca de trabalho não quer abrir mão de facilidades encontradas nas áreas urbanas, inclusive as opções de lazer.

“Nossa fazenda fica a 64 quilômetros do centro de Nova Nazaré e a 95 quilômetros de Água Boa, que é a maior cidade que temos mais próxima. É um pouco mais desafiador manter os profissionais motivados e trabalhando bem”, diz.  

A tarefa mais árdua é, no entanto, também o ponto de partida e o fio que conduz o negócio até o sucesso, ainda mais quando se tem a orientação adequada.

A Pecuária Unit Santa Clara é uma das empresas participantes do Programa Fazenda Nota 10, iniciativa da parceria entre o Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e a Friboi para levar aos pecuaristas referências produtivas e financeiras relevantes à gestão e às equipes e, por meio de educação e tecnologia, mostrar o que realmente impacta dentro do negócio e direcionar os caminhos para uma pecuária mais eficiente.

Tal acompanhamento tem feito grande diferença para Walter, tanto na escolha quanto na gestão dos profissionais que lidam com o gado. “Na hora da seleção das pessoas a gente busca aquelas que tenham um perfil mais empreendedor”, diz.

Essa característica envolve um olhar mais amplo sobre a atividade e um comprometimento maior com os resultados, fatores essenciais para as pretensões do projeto em curto, médio e longo prazos. O projeto consolidado deve ter cerca de 8 mil cabeças, em ciclo completo, distribuídas em 4 mil hectares. Metade desse rebanho será de vacas em produção.

Hoje, são 600 fêmeas em produção, que apresentam taxa de prenhez de 86%. Esse índice só é aceitável por estarem em fase de implementação, mas em 2023 precisa chegar a 92%, com as matrizes emprenhando entre 14 e 16 meses.

Em relação ao desmame, o objetivo para a próxima safra é que os bezerros pesem, em média, 240 quilos. “Queremos chegar em 280 quilos”, afirma Walter, que também quer ver a taxa de lotação avançar em breve.

A meta é, daqui até 2023, dobrar o número atual de 1 UA por hectare, e no médio prazo chegar a 3 UA por hectare. Em termos de equipe, Walter conta atualmente com seis funcionários e pretende trabalhar com 1,5 mil cabeças por vaqueiro.

É aí que entra a importância do Fazenda Nota 10. O programa direciona a apuração detalhada das métricas e a definição coerente das metas, orientando os gestores da fazenda sobre a metodologia mais eficiente de compartilhar essas informações com as equipes.

Mais que isso, por conta dos encontros virtuais, como a masterclass com os mentores, é possível interagir com produtores de diversas regiões do País. Trata-se de uma valiosa troca de experiência, pois tanto os problemas como as soluções expostos podem ser comuns para os diferentes participantes.

“Sempre me preocupei com a gestão de pessoas, mas precisava melhorar a forma de fazê-la. Esse caminho começou a ficar mais claro quando entramos no programa. A gente consegue aplicar as coisas com mais tranquilidade porque está vendo as técnicas corretas a partir de exemplos semelhantes ao que vivemos na fazenda”, comenta Walter.

Walter e funcionários da fazenda: aprendizado mútuo

A EVOLUÇÃO DO LÍDER

Uma das mudanças mais significativas nesse processo é a evolução do relacionamento em todos os níveis hierárquicos na empresa. “As técnicas apresentadas ajudam bastante até para solucionar conflitos que possam surgir entre os próprios funcionários ou com os chefes, entre gerências, entre chefia e diretoria”, diz Walter.

Ele mesmo reconhece que já vem adequando sua maneira de lidar com as equipes. “Até acabo me policiando mais para não cometer certos deslizes e conseguir êxito naquilo que estamos buscando”, afirma.

“Se algo não saiu de acordo com o esperado ou o comportamento de uma pessoa não está adequado àquilo que gostaríamos, pode ser que nossas atitudes também devam ser revistas.”

Existe aí uma grande contribuição dos mentores do programa. “Quando penso em um problema logo me lembro do que a Jacqueline falou a respeito daquilo, ou de algum comentário que o Chaker fez sobre aquele assunto”, acrescenta.

Jacqueline Lubaski é a consultora em gestão de pessoas e desenvolvimento humano em empresas rurais, e Antonio Chaker é o coordenador do Inttegra. A combinação da vasta experiência de ambos é um grande estímulo para que os produtores consigam alcançar e manter o alto nível de gente e gestão.

Para reforçar a motivação dos colaboradores da Pecuária Unit Santa Clara, além da maior participação nas decisões rotineiras, também estão sendo avaliados mecanismos de premiação por resultado já para a próxima safra.

“Quando você está dentro do programa, é mais fácil se ajustar e errar menos, tanto em termos de equipe quanto em termos de produção, do negócio. Ter resultado todo mundo quer, difícil é ter o meio do caminho que não envolve só fazer as coisas na hora certa, mas como fazer as coisas corretas, bem-feitas e na hora certa”, afirma Walter.

Saiba mais e inscreva-se no programa Fazenda Nota 10 clicando aqui.

Dia 20 de julho foi um grande marco para a pecuária brasileira, pois, neste dia, aconteceu a primeira Masterclass da safra 2021/2022. Nesta masterclass Antonio Chaker, Fabio Dias e Rodrigo Gennari explanaram sobre a nova safra do programa Fazenda Nota 10.

Nas palavras de Antonio Chaker, o conhecimento, o foco e a visão clara e objetiva do que é certo e onde se quer chegar com o lucro da atividade pecuária, é o que transforma uma propriedade.  Complementando a fala de Chaker, Fabio Dias ponderou sobre como é imprescindível romper com o isolamento e comparar a sua fazenda com outras propriedades e, com isso, otimizar e ajustar a atividade para lucro.

Os mentores do programa foram apresentados aos participante da Masterclass, sendo: Antonio Chaker El-Memari Neto, Zootecnista e Coordenador do Instituto Inttegra (Mentor de gestão), Jacqueline Lubaski Ribeiro, Especialista em Gestão de Pessoas no Agronegócio, CEO Destrave Desenvolvimento (Mentora de pessoas e equipe), José Luiz Moraes Vasconcelos (Zequinha), Médico Veterinário, Pesquisador e Professor da FMVZ UNESP Botucatu (Mentor de reprodução), Gustavo Rezende Siqueira, Zootecnista, Pesquisador na Apta Colina e Professor na Universidade Federal de Lavras (Mentor de nutrição) e Mateus Paranhos, Professor da UNESP Jaboticabal e sócio da BE Animal (Mentor de saúde e bem-estar animal).

Na sequência Alan Santana discorreu sobre a importância do tempo. Segundo ele, o tempo deve ser considerado como um recurso, pois não se pode estoca-lo.  Além disso, o tempo é inexorável em sua passagem, ou seja, passa para todos, a diferença é como o aproveitamos. A gestão do tempo é um meio para se atingir os objetivos, e também para chegar em um objetivo principal.

Para sua boa administração se faz necessário ter uma boa definição dos objetivos, tê-los bem específicos e mensuráveis. É imprescindível ter disciplina, escolher agir no lugar de reagir, ou seja, ter um plano de ação e não reagir a um instinto. Para construir a disciplina é indispensável ter repetição, autoestima e disposição para fazer algo difícil. É preciso quebrar alguns paradigmas como acreditar que o tempo nunca é suficiente ou então que não se pode controlá-lo. Deve-se sempre acreditar que o tempo é um aliado e que sempre há tempo para aquilo que se julga importante.

Outro ponto importante explicado por Santana para uma boa gestão do tempo, seria conter o estresse, além de dormir bem e com qualidade. Para o aperfeiçoamento da gestão é possível aplicar técnicas, como, reescrever os objetivos diariamente, planejar as tarefas do dia seguinte, começar pela tarefa que julga ser a pior ou mais difícil, usar a agenda para as tarefas do dia e as cumprir de forma irredutível. Além disso, é recomendado terminar o que começou, esses hábitos ajudam a poupar energia. O desempenho é influenciado pela capacidade instalada do indivíduo, descontando as interferências, ou seja, quanto menor forem as interferências maior será o desempenho.

Por final, houve a premiação das fazendas melhores pontuadas nas categorias Ouro (Lançamentos + Presença em Masterclasses + Finalização dos Módulos + Diagnóstico Expresso + Evolução de Safra), Prata (Lançamentos + Presença em Masterclasses + Finalização dos Módulos) e Bronze (Presença em Masterclasses + Finalização dos Módulos). Os vencedores para as respectivas categorias foram: Fazenda São Camilo, Proprietários: Raul Nunes Santos & Ana Paula Gouveia Santos; Fazenda Rio Corrente, Proprietário Tulio Ibanez Nunes e Fazenda Bela Vista Alambari, Proprietário José Eduardo Diniz Gonçalves.

Gestão de fazenda baseada em metas claras aumenta o nível de comprometimento das equipes e facilita o caminho para a eficiência

O rebanho das Fazendas Moquem, de Pimenta Bueno (RO), é composto por aproximadamente 400 matrizes Nelore – e dessa base genética saem todo ano 60 reprodutores que abastecem outras propriedades da região. Dentro de cinco ou seis anos, o plantel vai mais que dobrar, chegando a 1.000 fêmeas, e a oferta anual de touros melhoradores vai subir para 250 animais.

Esses são alguns dos objetivos anotados no plano de metas da empresa, cuja administração é compartilhada pelo casal Matheus Dolenz Tavares da Silva e Saiane Barros de Souza. Ele é médico veterinário com pós-graduação em produção de ruminantes e ela, mestre em administração de empresas.

Há também planos de prazo mais curto. Na próxima safra, por exemplo, os reprodutores da Moquem chegarão ao mercado, prontos para o trabalho a campo, com 24 meses. Antes, eram comercializados com 36 meses.

Matheus sabe que muita gente ainda acredita que dois anos pode ser pouco tempo para um touro estar apto à reprodução, e por isso tem a argumentação na ponta da língua.

Rebanho das Fazendas Moquem: plantel vai dobrar em cinco anos

“Quem vende boi de quatro anos para o frigorífico pode achar impossível ter um touro cobrindo vaca aos 24 meses. Mas esse resultado vem de um manejo muito bem estruturado, de um planejamento nutricional adequado”, explica.

“A gente tem total segurança de oferecer esse material genético, pois é testado no nosso rebanho aos 18 meses.”

Nem sempre os objetivos de Matheus e Saiane foram assim, tão bem definidos. “A gente não olhava tanto à frente, resolvia o hoje, sem ter um planejamento de médio e longo prazos”, diz o empresário. Essa organização se tornou mais bem estruturada quando entraram para o Programa Fazendas Nota 10, realizado pela parceria entre o Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e a Friboi.

A partir daí, passaram a receber referências produtivas e financeiras relevantes à gestão e às equipes e, por meio de educação e tecnologia, a identificar o que realmente impacta dentro do negócio e a direcionar os caminhos para uma pecuária mais eficiente.

Antes dessa etapa da definição de metas, os participantes do Fazenda Nota 10 conhecem as métricas da propriedade, passando por índices de produtividade, desempenho das equipes e todos os processos administrativos. Esses números são uma espécie de raio-x que mostra onde o negócio está e serve de base para projetar aonde pode chegar.

A principal referência de Matheus nessa construção das metas é o benchmarking do programa, que mostra os índices médios de todas as fazendas participantes para mais e 360 itens.

“Entre eles, escolhemos o GMD (ganho médio diário) como nossa principal referência, pois engloba muitas coisas. Na próxima safra, queremos ter 450 gramas de ganho médio em ciclo completo”, diz o empresário. “No ano seguinte, a gente inclui outros índices e vai engrossando o caldo.”

A nova fase de planejamento da empresa passa necessariamente pelo envolvimento das equipes, seja realizando suas tarefas, seja participando das decisões. Ao comunicar os colaboradores sobre as novas metas, e os passos para alcançá-las, Matheus abre espaço para saber o que pensam.

“Vamos ouvir a opinião deles, saber o que acham que seria correto para chegarmos às metas”, afirma. Esse diálogo sela o comprometimento de todos com esses objetivos e assinala a bonificação de um 14º salário por alcançarem os resultados desejados.

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Matheus e Saiane: casal divide a gestão das Fazendas Moquem

Com dados precisos sobre a fazenda, objetivos claros para a atividade e comprometimento com os resultados, pecuaristas transformam a realidade de seu negócio e fortalecem toda a cadeia produtiva de carne bovina

Entre as atividades mais importantes dentro de uma fazenda de gado de corte está a mensuração, ou seja, a medição de todos os fatores relacionados a seu desempenho produtivo e econômico. É a partir dessa aferição, abrangendo fatores zootécnicos e administrativos, que se sabe quando e como as matrizes vão emprenhar e parir, com quantos dias e quilos os bezerros desmamam, qual é o ganho médio diário do rebanho, qual é o ganho de arrobas por hectare, quais são os custos de produção e qual é a rentabilidade, entre outros indicadores.

Esses dados, no entanto, só se tornam relevantes de verdade se bem aproveitados na gestão do negócio. Como o pecuarista sabe se o ganho de peso diário de seu rebanho na engorda é positivo sem comparar esse índice com alguma referência? Seja o resultado de outra fazenda que o produtor veja como modelo, seja algum indicador que sirva como reflexo de lucratividade.

A grosso modo, é partir daí que se começa a traçar o plano de metas para organizar a gestão. Melhor ainda se o planejamento for feito de maneira profissional, com informações claras sobre os objetivos.

Foi assim que o médico veterinário Matheus Dolenz Tavares da Silva começou a mudar o negócio da família nas Fazendas Moquem, em Pimenta Bueno (RO), onde seleciona gado Nelore para fornecer touros melhoradores.

“Você precisa saber o que tem, aonde quer chegar e o que precisa fazer para que isso aconteça”, afirma ele.

Matheus cursou medicina veterinária na Universidade Estadual de Londrina (UEL), a cidade paranaense onde nasceu. Durante o período da faculdade, por conta de um acerto de investimentos com seu pai, adquiriu 100 vacas lá da fazenda.

Sempre que tinha uma oportunidade, como alguma emenda de feriado, o ainda estudante subia em um ônibus no norte do Paraná e rodava quase dois mil e trezentos quilômetros até Rondônia para acompanhar suas matrizes. Naquelas idas à propriedade já apareciam os sinais do espírito de gestor.

“Comecei a ver coisas erradas que aconteciam na fazenda e relatava pro meu pai, que é médico e não estava no dia a dia da gestão. Mas ele sempre dizia para eu deixar como estava, pois quando me formasse iria para lá tomar conta”, comenta.

Foi o que aconteceu. Mal concluiu o curso de veterinária e já estava em Rondônia, em definitivo.

Apesar da visão mais moderna sobre a administração de uma fazenda de gado de corte, resultado de todo seu aprendizado – incluindo uma pós-graduação em Produção de Ruminantes pela Esalq-USP –, Matheus ainda não alcançava a evolução que precisava para explorar todo o potencial da atividade.

Chegou a cogitar a contratação de uma consultoria profissional, tendo como referência o zootecnista Antonio Chaker, coordenador do Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias).

“Eu havia comprado o livro do Chaker e ainda fiz um curso com ele em Londrina”, conta.

O plano não foi para frente, esbarrou numa inversão de prioridades que pode ser comum a outros pecuaristas.

“Eu achava que ainda não era o momento, que precisávamos crescer mais, investir em melhorias na fazenda para depois buscar uma consultoria e tocar o ‘trem’ pronto. Na verdade, eu estava errado”, diz Matheus.

Essa percepção garantiu que não deixasse uma segunda oportunidade passar batido. Assim que soube do Programa Fazenda Nota 10, realização da parceria entre o Friboi e a Inttegra, Matheus garantiu logo sua inscrição. Essa decisão mudou os rumos da empresa.

“Com o Fazenda Nota 10, conseguimos chegar aos nossos números, fechar uma safra e estabelecer novas metas. Hoje, temos um norte”, comenta.

Segundo ele, sua principal referência de objetivos passou a ser o benchmarking do programa, que reúne mais de 360 indicadores e permite uma comparação com o desempenho da própria fazenda e com os índices médios das propriedades em destaque nas diferentes áreas do negócio, com as Top Rentáveis.

“A primeira safra que fechamos dentro do programa nos deu as métricas, agora na segunda nosso foco é atingir as metas.”  

O Fazenda Nota 10 oferece aos participantes referências produtivas e financeiras relevantes à gestão e às equipes e, por meio de educação e tecnologia, mostra o que realmente impacta dentro do negócio e direciona os caminhos para uma pecuária mais eficiente.

Esse formato tem ajudado centenas de pecuaristas por todo o Brasil e trouxe para Matheus a base de desenvolvimento que necessitava. Se o veterinário está satisfeito com o desempenho de sua fazenda no programa, mais ainda com outra parceria que mantém o funcionamento do negócio dentro das perspectivas, ou acima delas.

A gestão do negócio é compartilhada com sua esposa, Saiane Barros de Souza, que é mestre em administração de empresas pela Universidade Federal de Rondônia. “É ela quem mais cobra para atingirmos as metas”, diz Matheus.

Nem poderia ser diferente. Saiane gerencia os dados produtivos e financeiros do Fazenda Nota 10. Mais que isso, ela faz a gestão de pessoas e da cultura da empresa, com integração de novos colaboradores e familiares, preservando qualidade de vida da equipe e cuidando das regras de funcionamento; e ainda gerencia a presença da empresa nas redes sociais, como o perfil no Instagram (@fazendasmoquem). A atividade de Saiane não se restringe à fazenda, pois também é professora de administração no Instituto Federal de Rondônia, nos cursos de gestão do agronegócio.

A participação das Fazendas Moquem no Programa Fazenda Nota 10 atualizou a visão administrativa de Matheus e Saiane e, por consequência, calibrou a definição das metas do negócio e os passos para alcançá-las.

“Já fazíamos coisas boas, mas conseguimos melhorar ainda mais. Hoje, a gente vislumbra um ótimo crescimento, uma grande guinada na nossa empresa para os próximos cinco ou dez anos”, diz Matheus.

A motivação só tende a aumentar, porque a família também está crescendo: agora em julho vai nascer o primeiro filho do casal.

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Fazenda da Agropecuária Santa Alice: “Tenho a fazenda na palma da mão”

Quanto mais se conhece sobre os indicadores econômicos e de produtividade da fazenda, melhor tende a ser a gestão do negócio

Importante diferencial do programa Fazenda Nota 10, iniciativa do Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e da Friboi, é que ele aborda mais de 360 indicadores sobre a eficiência da propriedade. São diversos fatores envolvendo produção, pessoas e gestão que permitem às lideranças de cada negócio avaliarem de forma detalhada como está o desempenho de cada setor, compararem com o que deveria ser e tomarem as melhores decisões. É assim que levam a fazenda ao potencial máximo que ela oferece.

A variedade dessas métricas é utilizada de acordo com o perfil de cada propriedade, pois cada uma tem necessidades diferentes. Dependendo de como é o sistema de produção, a análise da fazenda pode passar por todos os indicadores.

Essa é outra vantagem do Fazenda Nota 10, a flexibilidade para se adequar a diversos modelos de negócio em gado de corte, o que permite a participação de um número cada vez maior de pecuaristas, independentemente do tamanho da propriedade e do rebanho.

As métricas passam, por exemplo, por desempenho do gado em ganho médio diário (GMD), lotação dos pastos, produção de arrobas por hectare, performance no confinamento (terminação) e rendimento no abate. Os índices relacionados a esses fatores refletem a eficiência nas outras áreas, como a reprodução, que envolve dados como fertilidade das matrizes e peso ao desmame, e a sanidade, que além de contribuir para elevar a produtividade do rebanho traz para baixo as taxas de mortalidade e de reposição.

Esses dados são indispensáveis para avaliar a administração da fazenda, seja pelos índices financeiros, seja pela performance das equipes. Com a plataforma do Fazenda Nota 10, a gestão passa por todas essas informações, gerando análises isoladas ou cruzando-se os indicadores.

É daí que surgem comparações com dados da própria fazenda, em diferentes períodos, e com as demais propriedades participantes do programa, principalmente as Top Rentáveis. Essa relação é feita apenas com as médias dos inscritos, pois os dados detalhados das fazendas não são compartilhados, o programa é todo baseado em sigilo e proteção das informações.

Paulo Vitor Pereira de Moraes, da Agropecuária Santa Alice (Iguatemi, MS), acredita que essa possibilidade de comparação com outras propriedades é um forte estímulo para intensificar o desempenho da sua fazenda:

“Antes, eu via que estávamos indo bem, mas não tínhamos tanto parâmetro. Com o programa, a régua fica mais alta, e a gente corre atrás para alcançar. Se estiver próximo, ajusta para chegar, e se estiver distante, trabalha para ao menos chegar perto.”

Neste novo cenário, além da evolução na gestão como um todo, Paulo Vitor destaca os avanços que já conseguiu, sobretudo, na etapa de recria.

“Tínhamos um déficit de ganho de peso e a utilização das métricas nos ajudou muito. Fazer uma recria melhor é o segredo para quem faz o ciclo completo”, afirma. “Também contribui muito a troca de informações com os técnicos do programa e com os demais participantes.”

A visão mais ampla e clara sobre os resultados e os desafios da fazenda é valiosa ainda para a definição das metas de curto, médio e longo prazos do negócio. Mas esta é outra história, que vai ser contada em breve.

Quer saber mais? Clique aqui e conheça o programa Fazenda Nota 10.

Paulo Vitor de Moraes, da Agropecuária Santa Alice: “Tenho a fazenda na palma da mão”

Conhecer as métricas dentro da propriedade é a melhor maneira para identificar seu verdadeiro potencial e seus reais desafios. Esse é um dos passos mais importantes do Programa Fazenda Nota 10

Muito da evolução da cadeia produtiva de carne bovina no Brasil se deu pela profissionalização da gestão nas fazendas nos últimos anos. Pecuaristas passaram a administrar suas propriedades como empresas e a tocar a atividade como um verdadeiro negócio. Afinal, é isso o que de fato são.

Parece óbvio, mas na prática esse entendimento pode não ser tão simples. Não por acaso, dois dos passos fundamentais para essa mudança são a descoberta e a correta utilização de importantes métricas que, direta ou indiretamente, estão relacionadas com os resultados de produtividade e o retorno financeiro, a tão buscada lucratividade.

É aí que entra o poder das parcerias na pecuária nacional. A exemplo do Programa Fazenda Nota 10, iniciativa criada em parceria pelo Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e pela Friboi, que tem ajudado centenas de pecuaristas a organizarem a administração de suas fazendas e a extraírem o melhor de seus rebanhos.

O programa oferece aos participantes referências produtivas e financeiras relevantes à gestão e às equipes. Por meio de educação e tecnologia, mostra o que realmente impacta dentro do negócio e direciona os caminhos para uma pecuária mais eficiente. 

A aplicação do Fazenda Nota 10, na prática, também é uma parceria das equipes do programa com os pecuaristas, pois os resultados são consequência de um comprometimento mútuo com o aprendizado. “O produtor está aprendendo progressivamente a ter controle, a medir e a comparar resultados de forma bastante objetiva e correta”, afirma Fábio Dias, diretor de Relacionamento com Pecuaristas da Friboi.

Paulo Vitor Pereira de Moraes que o diga. É ele quem comanda a gestão da Agropecuária Santa Alice, no município de Iguatemi (MS), que trabalha com ciclo completo – cria, recria e engorda. “Eu toco as fazendas com meu pai, administro toda a parte de pecuária”, diz ele.

TUDO SOB CONTROLE

A entrada no programa foi uma importante virada no negócio, sobretudo pelo impacto no controle financeiro.

“O que mais me interessou foi essa parte das métricas e o fato de ter mais controle das finanças, de entradas e saídas. A plataforma do programa é muito boa para isso, praticamente virou nossa contabilidade”, afirma Paulo Vitor.

Outra grande vantagem para o pecuarista é a agilidade para acessar esses dados sempre que precisar.

“Se eu quiser checar algo que aconteceu em outubro de 2020, não preciso buscar em arquivos, em papéis, vou na plataforma, busca por mês ou por dia e está tudo lançado lá. Consigo ter a fazenda na palma da mão.”

A definição do pecuarista tem sentido quase literal, porque a plataforma fica disponível on-line e pode ser acessada pelo aparelho celular. Essa é outra importante característica do programa, oferecer praticidade na gestão, facilitar o dia a dia. Tanto que Seu Luiz Antônio Pereira de Morais, o pai de Paulo Vitor, que tem 66 anos, também está satisfeito com as novidades.

“Ele está vendo que está dando resultado, como as coisas estão ficando bem-organizadas. Muitas despesas passavam em branco e agora não passa nada. Temos mais controle de tudo o que compramos e o que vendemos”, comenta o produtor.

Rebanho da Santa Alice: ganho de peso maior desde o início do ciclo

POTENCIAL MÁXIMO

Essa é uma das metas do programa, criar melhores condições para que se possa lidar com as métricas da gestão.

“O acompanhamento de resultados pela plataforma mostra o que está acontecendo e o que deveria acontecer, ajudando o pecuarista a tomar as melhores decisões e levando a fazenda ao potencial máximo que ela oferece”, comenta Antonio Chaker, consultor sênior e coordenador do Inttegra.

Essa dinâmica tem reflexo direto nas etapas produtivas da Agropecuária Santa Alice, pois Paulo Vitor já conseguiu intensificar o ganho de peso desde o início do ciclo, assim consegue ganhar tempo e economizar meses de custo de produção.

“Abato os animais bem jovens, o que me dá maior rentabilidade e sobra pasto para aumentar minha recria e para as vacas”, diz o produtor. “É uma cadeia, se melhora em uma das pontas ou no meio, vai abranger tudo.”

Clique aqui para saber mais sobre o Programa Fazenda Nota 10.

Dia 15 de Junho ocorreu a décima segunda Masterclass, sendo esta, a última da safra 2020/2021. Nesta masterclass Antonio Chaker e Jacqueline Lubaski discorreram sobre o que fazer para se manter em alto nível de gente e gestão. Para tal, é necessário ter senso de urgência, fazer o que deve ser feito na hora que deve ser feito, além de se ter complacência 0, não se deve conformar com o que está ruim, sempre buscando inovações e melhorias.

Para entender melhor a complacência, é necessário identificar suas fontes, podendo ser desde excesso de recursos (tudo o que sobra desperdiça), baixo padrão de desempenho da equipe, falta de Feedback, cultura de pouca confrontação e sinceridade, além de um otimismo exagerado.

Todas as pessoas possuem essas características em maior ou menor grau, assim se faz necessário observar onde se pode melhorar para diminuir a complacência. As pessoas que executam possuem certos padrões de comportamento e podem fazer o que é pedido por uma série de motivos, tanto positivos como negativos. O engajamento forçado é marcado por servidão, escravidão, intimidação, opressão, medo, terror, preconceitos e fanatismo. Já o engajamento inspirado ele é caracterizado por fidelidade, afetividade, pertencimento, superação, desafio, recompensa, pressão positiva, propósito, missão, ética e conhecimento.

Existem 5 atitudes para ter senso de urgência e complacência 0:

  1. Foco no estado de ânimo: todas as pessoas se relacionam de duas formas, com as emoções básicas ou com estado de ânimo. A primeira é como as pessoas se relacionam com as circunstâncias, geralmente são as justificativas para as coisas não serem feitas (ex: não lançar dados na plataforma do FN10). A segunda forma é chamada de estado de ânimo, é onde as possibilidades são visualizadas (ex: Não lanço os dados na plataforma pois não tenho pessoa para isso, mas se eu encontrar alguém para lançar e eu me comparar com os melhores?), deve-se observar aonde está o foco.
  2. Ter números nas mãos: É necessário ter os números nas mãos para planejar as ações. Assim, é preciso criar as rotinas de verificações semanais, mensais, trimestrais e anuais. Além disso, ao monitorar o andamento das metas dentro da fazenda, deve-se observar os elementos de controle (índices periódicos como indicadores zootécnicos e financeiros) e de verificação (elementos que na maior parte das vezes, não podem ser traduzidos em números, como escore corporal e de fezes).
  3. Feedback: É necessário sempre ter o feedback para corrigir ou reforçar um comportamento, ajudar a pessoa a melhorar, tendo sempre o foco na solução, no compromisso de mudança, engajamento e motivação.
  4. Calibração: avaliar a performance dos colaboradores de uma organização, levando em consideração dois critérios: o comportamento esperado e o cumprimento de metas e a partir desta avaliação criar estratégias para potencializar a gestão de pessoas dentro da propriedade ou solucionar algum problema apontado.
  5. A pressão positiva e ponto de pânico: é sempre necessário exercer pressão de forma positiva, evitar chegar em um ponto que a pressão se torna opressão, prejudicando a produtividade. Criar ferramentas para que seja mantido o alto nível.

Para finalizar, Lubaski e Chaker pontuaram: “Sair da zona de conforto sempre incomoda, mas precisamos de mudanças de atitude para conseguir modificar os resultados” e “Não podemos prever o futuro, mas podemos mudá-lo tendo bem claro quais são os objetivos da operação para podermos criar iniciativas e conquistá-los.”

No dia 18 de maio ocorreu a décima primeira Masterclass, sendo esta a penúltima da safra 2020/2021. Nesta masterclass Antônio Chaker explanou sobre como encarar e modificar a realidade dentro da atividade pecuária. Segundo sua explicação, para que a mudança seja possível, é necessário conhecer a realidade da fazenda. Deve-se entender onde a fazenda está hoje e onde ela deveria estar, criando metas desde alinhamento de equipe até para o resultado econômico para diminuir a distância entre estes dois pontos.

Ao monitorar o andamento das metas dentro da fazenda, deve-se observar os elementos de controle e de verificação. Os elementos de verificação, na maior parte das vezes, não podem ser traduzidos em números, são elementos do dia a dia do rebanho, como escore corporal e de fezes. São facilmente diagnosticados dentro da fazenda. Além disso, existem os elementos de controle, que são índices periódicos como indicadores zootécnicos e financeiros que auxiliam na calibração da atividade (GMD global, mortalidade, entre outros). Os dois elementos possuem extrema e igual importância dentro da atividade.

A transformação da empresa pecuária ocorre sempre de cima para baixo, ou seja, se a propriedade deseja obter um rendimento maior que 3% sobre o valor da terra, se faz necessário pensar em estratégias para chegar a este índice, estabelecendo metas muito claras. Estudos demonstram que geralmente, as fazendas tem um rendimento 5 vezes menor do que poderiam lucrar. Almejando atingir resultados satisfatórios, a visão da fazenda não deve estar focada apenas em gerar valor para o dono, mas também, para outros conjuntos de fatores como funcionários, fornecedores, entre outros.

O resultado deve ser enxergado como consequência do comportamento dos líderes, sendo a realidade da fazenda um reflexo das pessoas que a gerenciam. É necessário conhecer o passado para conseguir prever o futuro, estudar as safras anteriores para que as metas sejam traçadas de forma alinhada com a realidade.

Uma fazenda nota 10 precisa ter complacência 0, ou seja, não pode se conformar com resultados financeiros e produtivos ruins. Além disso, é necessário ter claro que a transformação é continua, ter visão clara do futuro e também ter números e dados em mãos.

Para finalizar, Chaker parafraseou Sócrates, dizendo: “Uma vida sem desafios não vale a pena ser vivida”

No dia 20/04/2021 foi ministrada a 10ª Masterclass do Programa FN10. O tema foi “Como gerenciar conflitos” e a mentora Jacqueline Lubaski.

Jacqueline discorreu sobre a importância de informações claras dentro de uma propriedade, pois os conflitos acontecem geralmente por informações distorcidas. O gestor deve sempre refletir se está se colocando em uma posição positiva e assertiva para gerenciar os conflitos dentro de sua propriedade.

É importante ressaltar que conflitos sempre existirão, visto que não há uma fórmula mágica para lidar com pessoas, pois cada uma possui sua criação, crenças e percepções diferentes da realidade. Desta forma, é importante implantar ferramentas que auxiliem o relacionamento com os colaboradores, tais como: realizar um teste sobre o clima organizacional da empresa, aplicar feedbacks e estar aberto para sugestões e críticas, pois assim, quando há um ambiente harmonioso, menores são as chances de conflitos acontecerem.

A maioria dos conflitos ocorrem por incompatibilidade de informações, sendo assim, é muito importante o líder entender os valores de cada colaborador e também saber delegar tarefas e estabelecer regras de forma clara e assertiva. Para isso, é necessário eliminar possíveis falhas de comunicação, estabelecer culturas organizacionais rígidas e saber delegar e acompanhar as metas de forma objetiva.

Quando existe conflito entre colaboradores, se faz necessário ouvir as partes envolvidas para ser mais justo e imparcial possível, separar o lado pessoal do lado profissional, entender a causa do problema antes da tomada de atitude, tentando ser o mais assertivo possível, fazendo com que os problemas se tornem oportunidades de crescimento pessoal para os envolvidos.

Desta forma, gerenciar conflitos é conduzir a empresa para onde o gestor gostaria, transformá-la em algo transparente com clareza de informações.

No dia 16/03/2021 foi ministrada a 9ª Masterclass do Programa FN10, Módulo 3. A mentora do Programa Jacqueline Lubaski, discorreu sobre o tema: “A felicidade do colaborador”.

É necessário observar que a felicidade dos colaboradores está intimamente ligada com os resultados da fazenda, onde, quanto maior a satisfação e engajamento de seu funcionário, maior a probabilidade de gerar lucro. O papel do gestor da propriedade é criar ferramentas e possibilidades para que o funcionário se sinta seguro e feliz.

Dados de pesquisas demonstram que quando as pessoas estão engajadas e encontram oportunidade de se desenvolver dentro do trabalho apresentam 46% mais satisfação, 75% menos índices de estresse, 32% mais comprometimento e melhoram a sua performance em 16%.

Quando o colaborador é motivado a fazer parte do propósito e do resultado da empresa, ele se sente inserido e consequentemente busca melhorar sua performance diária. Uma das maneiras de incluir o profissional, seria o engajando a se integrar com a dinâmica da fazenda (principalmente funcionários novos) onde será apresentado os valores organizacionais e apontar que quando a fazenda ganha, o funcionário também ganha.

Uma importante ferramenta para gestão de pessoas é a Pirâmide de Maslow, que organiza as necessidades humanas conforme sua prioridade, das mais básicas às mais complexas. De acordo com esta teoria, os indivíduos só passam para a próxima necessidade depois de satisfazer completamente a anterior, subindo gradualmente a pirâmide conforme realizam seus objetivos.

As características básicas são fisiológicas (alimento, repouso, moradia e roupa) e de segurança (do corpo, do emprego, de recursos de moralidade, da família, da saúde e da propriedade), onde, sem atingir níveis satisfatórios não é possível observar as demais necessidades. Logo após o indivíduo satisfazer suas necessidades básicas, entram as necessidades psicológicas, de amor/relacionamento e estima.

Neste terceiro nível, há busca por intimidade nas relações, o senso de pertencimento e de afeto, com sua família e em sua empresa. No penúltimo degrau da pirâmide, o ser humano desenvolve sua necessidade de estima, construção da autoconfiança e a conquista do respeito e reconhecimento dos outros. No topo, estão as necessidades de realização pessoal, como busca pela moralidade, criatividade, solução de problemas, ausência de preconceito e aceitação dos fatos.

Existem várias formas de implantar uma gestão eficiente de pessoas dentro da fazenda, sendo uma delas, conhecer em qual nível da pirâmide seus colaboradores estão. Esta pesquisa pode ser feita por meio de questionários, conhecer as angustias de cada um, feedbacks e/ou avaliações. A partir do momento que as necessidades básicas estão sendo garantidas, o próximo passo seria buscar o que interfere na saúde mental dos colaboradores, como por exemplo, se a gestão financeira individual está precária e está preocupando os colaboradores, é possível trazer aulas sobre o assunto, originando assim conhecimento e soluções.

Por último, é necessário trazer os funcionários para dentro dos números da fazenda, mostrar que os resultados são reflexos das atitudes tomadas e ouvir suas opiniões. Pode ser feita com quadro de gestão a vista, prêmios financeiros para as melhores ideias, entre outros. Quando a fazenda tem uma boa gestão de pessoas e existe uma clareza de propósito, ela se encontra no último nível da pirâmide. A felicidade da equipe é reflexo direto da liderança do gestor, ou seja, é necessário criar alternativas para que as pessoas se auto motivem, aceitar as suas opiniões e buscar pelo engajamento dos liderados, considerando a felicidade do colaborador como um investimento da propriedade.