Dia 19 de outubro ocorreu a quarta Masterclass da safra 2021/2022. Mateus Paranhos discorreu sobre o tema “Há Ganhos Com a Adoção das Boas Práticas de Bem-Estar Animal nas Fazendas?”, que possui suma importância dentro da atividade de bovinocultura de corte. A adoção do bem-estar na propriedade pode ser simples, pequenas mudanças de comportamento da equipe ou padrões de limpeza por exemplo podem impactar positivamente o resultado final.

Segundo Paranhos, o bem-estar animal é uma preocupação ética dentro da atividade e possui implicações cientificas, econômicas, culturais e políticas. Existe uma grande interconexão entre o bem-estar e o tripé da sustentabilidade, que respeita o ambiente natural, a vitalidade econômica e mantém as comunidades saudáveis. O sistema de produção escolhido não influencia a sustentabilidade de um sistema, e sim como ele é conduzido dentro dos próprios limites.

Quando são identificados problemas com o bem-estar animal, é possível observar aumento na mortalidade geral, perdas de produtividade e qualidade, aumento de riscos de acidentes, redução de eficiência de trabalho, podendo comprometer saúde humana e animal, degradação de recursos naturais, afetando não só a fazenda em si, mas como toda comunidade em volta e a imagem da cadeia produtiva de carne bovina.

Visando solucionar este problema, uma das maneiras de avaliar o bem-estar animal é utilizando o modelo dos 5 domínios, que são considerados de maneira integrativa, contemplando os estados internos ou físico-funcionais dos animais em diferentes situações e sob diferentes estímulos.

O domínio 1 se refere a nutrição que este animal recebe. Além da quantidade de alimento e água que são fornecidos, é necessário se ater ao tipo, forma, qualidade e frequência. Deve-se observar também a proteção de nascentes e recuperação de áreas de preservação permanentes, verificar se a água está vindo de fontes seguras e se ter uma organização de limpeza periódicos dos reservatórios. O segundo domínio compreende o ambiente e envolve as instalações e o conforto, segurança e higiene proporcionados ao animal. Quando são assegurados, um bom ambiente leva a uma melhor saúde, prevenindo acidentes e diminuindo o estresse tanto do animal quanto dos colaboradores.

Em sequência, o domínio 3 se refere a saúde. Quando o estresse é evitado, é possível notar uma melhoria na saúde física e mental do animal tornando-se menos recorrente o aparecimento de doenças e mortes dentro da propriedade. Além disso, é necessário se ater a manejos racionais principalmente no momento das vacinas. Foi comprovado cientificamente que prendendo e vacinando os animais individualmente, houve uma diminuição no estresse e injúrias, diminuição em recursos utilizados (como seringas, agulhas e vacinas), gastando-se a mesma quantidade de tempo. 

O comportamento está compreendido dentro do quarto domínio, onde, deve-se evitar a competição e estresses sociais. Este deve ser um grande cuidado, principalmente em confinamentos onde o espaço para cada indivíduo é menor. Estudos indicam que quanto maior o espaço que o animal possui dentro do confinamento, maior será o GMD final deste animal. Por último, o quinto domínio se refere a saúde mental, e pode ser identificado observando a reatividade e a apatia de cada animal. O estado mental reflete todos os outros domínios. Assim, para garantir que este esteja em perfeito equilíbrio é necessário proporcionar aos bovinos um ambiente com boas condições de qualidade de vida. O animal deve viver uma vida que vale a pena ser vivida e que na média das ações, esteja em um bom status de bem-estar animal.

Desta forma, a equipe da fazenda, transportadores e frigoríficos são responsáveis pela qualidade de vida do animal e consequentemente pelo produto. Quando os animais são tratados de forma agressiva, existem perdas quantitativas e qualitativas consideráveis da carne. O treinamento destes setores é muito importante para se evitar falhas durante o manejo, impedindo assim sofrimento para os animais, diminuindo o risco para os profissionais e consequentemente o prejuízo para o produtor.

Por final, houve a premiação das fazendas melhores pontuadas no módulo de Saúde e Bem-estar animal. Os vencedores para foram: Categoria Top Ouro Novapec Agropecuária LTDA, Proprietário Arlindo José Vilela; Categoria Top Prata: Fazenda Cigana, Proprietário Luiz Antônio de Deus da Silva e categoria Top Bronze Fazenda Gauchinha, Proprietário Rodrigo Pereira de Oliveira. Paranhos finalizou com a reflexão: “Dentro dos manejos de curral, devagar sempre é mais rápido”.

Participantes do Programa Fazenda Nota 10 conseguem definir metas progressivas para suas propriedades com gestão organizada, conhecimento e troca de experiências

O ano de 2021 não deixa dúvidas sobre quão importante e decisiva é a gestão para a pecuária. Se por um lado a cotação da arroba do boi continua favorável aos produtores – agora no início de setembro o índice Cepea/B3 mostrava média de R$ 305 –, por outro é preciso saber lidar com custos de produção mais elevados, pressionados pelos preços dos grãos e pelo inverno rigoroso. Sem perder de vista o planejamento e as metas do negócio.

O equilíbrio dessa equação vem de uma administração baseada em informações claras e seguras, assertividade nas tomadas de decisão, equipes bem treinadas, entre outros fatores. É em busca desse cenário que centenas de pecuaristas se inscreveram no Programa Fazenda Nota 10, iniciativa da parceria entre o Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e a Friboi.

Grande parte das fazendas que fazem parte do programa estão dando continuidade ao processo de aprimoramento. O projeto tem como objetivo ajudar o produtor a identificar a real situação do negócio e em quais pontos deve trabalhar para aprimorar todo o processo. E essa clareza sobre a situação da propriedade é o primeiro passo para projetar avanços.

Foi o que aconteceu com a Fazenda São Camilo, localizada em Aparecida do Taboado (MS), que obteve a melhor classificação na categoria Top Ouro do programa na safra 2020/21. “Víamos um grande potencial de evolução na propriedade. Como não havia terras em volta para ampliação, decidimos intensificar a produtividade”, afirma Raul Nunes, proprietário da São Camilo.

“Com o programa, conseguimos enxergar tanto os pontos fortes quanto os fracos da fazenda e trabalhar em cima deles”, acrescenta a engenheira agrônoma Ana Paula Gouveia Santos, esposa de Raul. É ela quem faz a gestão dos dados da propriedade no Fazenda Nota 10.

Em apenas uma safra registraram resultados surpreendentes. O ganho médio diário (GMD), por exemplo, passou de 431 gramas para 826 gramas, enquanto a produtividade subiu de 7 arrobas por hectare para 20 arrobas por hectare.

“Eles conseguiram ganhar o dobro de dinheiro das fazendas Top Rentáveis da safra 2019/20. E, conhecendo o projeto, esse valor ainda vai dobrar nos próximos anos. É um projeto muito potente, passou de R$ 2 mil por hectare”, diz Antonio Chaker, consultor sênior e coordenador do Inttegra.

O Fazenda Nota 10 contribui para que esse tipo de crescimento aconteça de forma consistente, é um ajuste de rota que mantém a gestão na direção certa. “Acreditamos muito nos fundamentos e na metodologia desse projeto. Ter gestão e conseguir comparar os resultados entre as fazendas, visando à melhoria contínua, são grandes diferenciais”, afirma Renato Costa, presidente da Friboi.

Mais do que isso, a administração ganha mais transparência, o que favorece inclusive a prestação de contas, como explica Tulio Ibanez Nunes, administrador da Rio Corrente Agropastoril (Coxim, MS), primeira colocada na categoria Top Prata na safra 2020/21. “As métricas ajudaram muito, até por se tratar de uma empresa familiar. É muito bom poder mostrar que o negócio está dando resultado quando tenho de apresentar os dados à família”, afirma. “Para quem está começando, iniciando a participação, é uma oportunidade muito interessante.”

O programa foi elaborado para ajudar o produtor a ter uma evolução constante. Essa melhoria pode ser em um ritmo mais ou menos acelerado, em maiores ou menores proporções, no entanto, é primordial que seja um crescimento permanente. Como a pecuária é influenciada por muitas variáveis, em alguns casos a realidade pode ser diferente da perspectiva. E isso não quer dizer que não esteja avançando.

“Às vezes um resultado dos indicadores não era o que esperávamos, mas a equipe toda evoluiu muito. Conseguimos passar muita coisa para nossos vaqueiros, para nosso gestor”, diz Melina Londoño Leon, zootecnista da Fazenda Bela Vista, propriedade da Agropecuária Alambari (Resende, RJ), primeiro lugar na categoria Top Bronze (safra 2020/21).

Antonio Chaker explica que o fator mais importante nessa questão é conhecer a situação, entender qual é a distância entre o resultado alcançado e as metas. “O primeiro passo é reconhecer, ainda mais vindo da equipe da fazenda, e tenho certeza de que é o primeiro de muitos avanços que virão para a Bela Vista”, afirma o consultor, que diz já ter visto esse quadro muitas vezes em seus 20 anos de trabalho avaliando fazendas. “Grande parte das propriedades que hoje são muito produtivas e rentáveis passaram, em algum momento de sua história, exatamente pelo que a Bela Vista está passando.”

Aprender a dominar o manejo de pastagens é uma das iniciativas mais importantes que o pecuarista pode fazer por seu negócio. É um investimento que vai render muitos frutos e por muito tempo

Entender que a pecuária é dividida basicamente em dois períodos, o das águas e o da seca, é quase que uma obrigação do produtor. Agora, saber como administrar essa diferença de forma equilibrada, garantindo comida de qualidade para o gado o ano inteiro, é um passo decisivo para o sucesso do negócio. É por isso que a nova safra do Programa Fazenda Nota 10 tem um módulo exclusivo sobre manejo de pastagem, para ajudar os participantes a lidar com um dos maiores desafios da atividade. A responsável pelo tema é Janaina Martuscello, zootecnista e professora da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). “A maior preocupação de quem trabalha com pasto é o planejamento forrageiro. Todo ano temos seca, mais ou menos intensa, e devemos estar preparados”, afirma a especialista.

O Fazenda Nota 10 é uma iniciativa da parceria entre o Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e a Friboi, e tem como objetivo ajudar o produtor a identificar a real situação do negócio e em quais pontos deve trabalhar para aprimorar todo o processo. É exatamente nesse conceito que Janaina vai se basear para orientar os participantes, e ela já estava familiarizada com a metodologia.

“Já conhecia o Fazenda Nota 10 e uso os dados do Inttegra em aulas e palestras. Estou muito contente de participar do programa e poder trabalhar com pessoas interessadas em melhorar os níveis zootécnicos”, comenta a zootecnista.

Seguindo a lógica, o módulo apresentado por Janaina é dividido em “como manejar o pasto nas águas” e “como potencializar a fazenda na seca”. Na primeira etapa, o foco é maximizar tudo o que é possível. “Nesse período não tem do que reclamar, exceto se houver um veranico. Então, tem de buscar lucratividade máxima”, afirma. A zootecnista ressalta que o capim – e não os bois – é o maior bem que o pecuarista tem na propriedade. “Se temos safra e entressafra é por causa da sazonalidade do capim.”

Entre as técnicas para tornar a gestão da pastagem mais eficiente, Janaina sugere a divisão dos pastos, o que melhora o controle e até o resultado da adubação. Ela considera esse manejo de pastagem um dos maiores gargalos da pecuária, juntamente com a gestão.

“Todo mundo acha que sabe fazer, e nem sempre sabe. Se soubesse mesmo não teríamos metade das áreas degradadas de pasto que temos hoje”, diz a especialista, chamando a atenção para a relevância do tema.

Esse desafio é ainda maior porque os sintomas de um pasto mal manejado não aparecem tão rapidamente como na pecuária leiteira. Se uma vaca de leite não se alimenta de forma adequada, no dia seguinte dá diferença na ordenha. O gado de corte vai apresentando esses indícios durante todo seu desenvolvimento.

“Isso acontece porque geralmente o pecuarista está mais acostumado a medir a produtividade dos animais e não da planta, então vai demorar a perceber o impacto”, diz Janaina. Outro sinal de deficiência do capim nos piquetes é o surgimento de plantas invasoras, é sinal de que a fertilidade do solo está baixa, criando oportunidade para as daninhas.

Esses são alguns dos pontos abordados no módulo de manejo de pastagens do Fazenda Nota 10. Janaina acredita que será uma excelente experiência, pois se o produtor se inscreveu no programa é porque está interessado em buscar conhecimento, e procurou uma fonte segura para isso. A integração de diversos temas é um fator importante para os pecuaristas, pois a fazenda também é interdisciplinar. “Os assuntos se conectam, então precisamos trabalhar a várias mãos, com várias cabeças. Acaba sendo uma imersão em diversos temas”, afirma.


Com uma gestão eficiente o pecuarista consegue simplificar a rotina da fazenda. É uma forma de ganhar agilidade sem ter pressa, aproveitar o melhor de cada pessoa e de cada ferramenta e deixar tudo mais prático

Em qualquer atividade há sempre alguém – ou muita gente – lamentando porque o tempo passa rápido demais, faltam horas no dia e sobram atividades na agenda. Na maioria das vezes, essa situação tão comum é o sintoma de uma organização que poderia ser melhor. Na verdade, sempre pode ser melhor.

O impacto que o Fazenda Nota 10 pode ter nesse campo é surpreendente. O programa é uma iniciativa da parceria entre o Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e a Friboi, e tem como objetivo ajudar o produtor a identificar a real situação do negócio e em quais pontos deve trabalhar para aprimorar todo o processo. Agora, imagine que dez minutos por semana são suficientes para inserir os dados de controle na plataforma e obter um excelente direcionamento da sua atividade pecuária, independentemente do tamanho da propriedade e do sistema produtivo.

Além da facilidade de operação da plataforma, as informações a serem inseridas são apenas receitas, despesas e movimentação do gado. “E nem toda semana tem movimento de gado, como nascimento, compra e venda”, diz Antonio Chaker, consultor sênior e coordenador do Inttegra. A inserção das informações é feita pelo computador, mas as consultas podem ser feitas também por smartphone.

Às vezes o pecuarista pode estar tomado pelas tarefas diárias, não consegue fazer essa gestão das informações e não tem alguém que possa ajudá-lo. Chaker tem uma sugestão para esses casos: “Será que você não pode contar com um filho, uma filha, um sobrinho, um funcionário ou até o filho de algum funcionário para ajudar?”.

O gestor acrescenta que também nessa questão a equipe do Fazenda Nota 10 está à disposição para apoiar. “Essa pessoa será treinada por nós, vai aprender coisas novas a partir do zero. E ainda vamos aproveitar esse desafio para solucionar, de forma criativa, a questão do desenvolvimento profissional, permitindo que a pessoa chegue a outro patamar.”

Se todo esse apoio ainda não for suficiente, o pecuarista ainda não se sentir seguro para se inscrever no Fazenda Nota 10, achando que mesmo assim não vai dar conta de inserir os dados na plataforma, Chaker sugere que o pecuarista converse com um dos consultores para discutir uma forma de ajudá-lo a lançar esses dados na plataforma. “Não deixe essa falta de tempo atrapalhar sua evolução como pecuarista”, afirma o coordenador do Inttegra.

E não é só um bom aproveitamento do tempo que o Fazenda Nota 10 oferece. Como consequência da boa gestão alcançada com toda a orientação e a troca de experiências do programa, o produtor certamente reduz perdas no processo produtivo e aumenta a rentabilidade. As vantagens econômicas vêm desde a inscrição no projeto. O número crescente de fazendas participantes permite reduzir o custo fixo do programa, e essa redução é repassada ao público.

Além disso, a Friboi patrocina mais de 73% do custo de cada inscrição. “A Friboi é quem nos contratou para elaborar esse programa, pois entende que seu desenvolvimento está diretamente relacionado ao de seus fornecedores”, afirma Chaker. “Se você quer participar de um programa sério, com um método que atende o Brasil inteiro e outros países como Paraguai, Bolívia, Colômbia, saiba que terá total segurança de seus dados. Vamos gerenciar todo um processo muito bem-feito do ponto de vista tecnológico e ainda com esse baita desconto.”

Em apenas uma safra no Fazenda Nota 10, pecuarista aumenta em 15% o GMD e em 21% a produção de arrobas por hectare e se torna um dos campeões de performance no programa

Paulo Regis Silveira Maia é o exemplo de pecuarista – e por que não dizer de empreendedor – que entrou na atividade bem-preparado. O engenheiro agrônomo, formado pela Universidade Federal de Viçosa (MG), sempre teve o desejo de trabalhar com gado de corte ao se aposentar. Durante décadas como empregado procurou se capitalizar, financeiramente e com aprendizado em gestão. Quando a aposentadoria chegou, em 2011, Paulo Maia iniciou a nova carreira com alguns passos à frente. “Cheguei já com a cabeça mais aberta, tinha feito diversos cursos, pesquisei algumas propriedades para entender o que poderia ou não funcionar para mim”, diz o produtor, que até por toda essa preparação também sabia que o campo do aprendizado tem de ser continuamente semeado.

Todos esses pontos favoráveis cultivados pelo pecuarista foram potencializados no ano passado, com a participação no Programa Fazenda Nota 10, iniciativa do Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e da Friboi que visa a ajudar o produtor a identificar a real situação do negócio e em quais pontos deve trabalhar para aprimorar todo o processo. “O Fazenda Nota 10 me abriu ainda mais a mente para enxergar e lidar com os vários índices produtivos e econômicos, todos os custos detalhados – mão de obra, maquinário, produção”, comenta Paulo Maia. “Tudo melhorou, inclusive a área de recursos humanos.” O pecuarista conta que seu funcionário participa de todas as decisões e sabe todo o planejamento da fazenda para os próximos cinco ou dez anos. Só esse avanço já seria suficientemente positivo, mas em sua primeira safra no programa (2020/21), o pecuarista comemorou ainda mais. Sua propriedade, a Fazenda Santa Rita (Alcinópolis, MS) foi a terceira colocada na categoria Top Ouro.

Pecuária de resultado

Paulo Maia trabalha com gado Nelore, exclusivamente com engorda de fêmeas precoces, priorizando o fornecimento de carne bovina com alto padrão de qualidade. Os animais adquiridos na região chegam à fazenda recém-desmamados, pesando cerca de 240 quilos, e saem para o abate com idade entre 20 e 24 meses e peso em torno de 420 quilos. Em média, são 620 fêmeas por ano. O trato é todo baseado em pasto e proteinado.

A área total é de 516 hectares, com 380 hectares destinados ao gado. Esse espaço é separado em 37 repartições, e em cada uma dessas divisões há nove pastos rotacionados e uma praça de alimentação central também com água. O projeto já era bem estruturado, tanto que, em dezembro de 2018, a Fazenda Santa Rita recebeu o Selo BPA Categoria Ouro, um reconhecimento da Embrapa Gado de Corte e da Associação do Novilho Precoce-MS de que a propriedade atende às exigências do Programa Boas Práticas Agropecuárias – Bovinos de Corte.

A primeira safra no Fazenda Nota 10 já mostrou avanços significativos. Como Paulo Maia já fazia um controle detalhado da propriedade, tinha os dados necessários para realizar o diagnóstico expresso, mais um diferencial do programa. Isso possibilitou comparar os resultados da safra 2019/20 com os da 2020/21. A lotação dos pastos cresceu 2%, passando de 1,46 para 1,49 cabeça por hectare. “Este ano vou começar a adubação dos pastos, e planejo manejar 100 hectares por ano. Com isso, em quatro anos quero dobrar a lotação”, afirma Paulo Maia. A melhoria deve impactar também no ganho médio diário (GMD), que já avançou 15% – passou de 378 para 435 gramas. Houve mais avanços: a produção de arrobas por hectare cresceu 21% (6,63 para 8,00) e o ganho de R$ por hectare melhorou 25%.

Assessoria privilegiada

Um dos fatores que chamou bastante a atenção de Paulo Maia no programa foi o atendimento, a maneira como as equipes responderam a suas demandas. “Recebi deles todo suporte que precisei. O Rodrigo Gennari [líder de Projetos no Fazenda Nota 10] foi muito atencioso comigo”, diz o pecuarista. E para sua inscrição na safra recém-iniciada, foi decisiva a entrada dos novos mentores, abrangendo muito mais temas. “É sempre importante contar com mais alguém que traga conhecimento.”

Além de toda a assistência do Fazenda Nota 10, Paulo Maia conta ainda com uma equipe técnica familiar. O pecuarista tem dois filhos agrônomos, o Lucas, formado pela Esalq/USP, e a Ana, formada em Viçosa. Cada um já construiu uma carreira em outras cidades, mas sabem tudo sobre a Fazenda Santa Rita. “Se fosse necessário, conseguiriam tocar a fazenda sem mim. E isso tudo é interesse deles, nunca cobrei que se envolvessem”, orgulha-se o produtor, que faz questão de ressaltar a importância da esposa Rita nessa jornada toda.

Dia 21 de Setembro ocorreu a terceira Masterclass da safra 2021/2022. Janaína Martuscello discorreu sobre o tema “Como Ter Alta Produtividade nas Águas”, que possui suma importância pois é dentro do período das águas que a fazenda deve buscar ter maior eficiência em produção forrageira, período onde o custo é menor e a tonelada do capim fica mais barato.

Para iniciar, Martuscello destacou 4 informações primordiais para uma melhor otimização forrageira:  

1 – Pasto é Lavoura: O maior problema da pecuária é não tratar a pastagem como tal. Os pastos geralmente são renegados, é necessário saber onde está errando, qual a produtividade e custo do hectare para conseguir descobrir quais são os maiores gargalos;

2 – Dinheiro é capim: Apesar de não haver venda de capim, o mesmo é convertido em @ pelo animal, ou seja, a produção animal é totalmente dependente da eficiência do manejo das pastagens;

3 – No pasto é mais barato: A produção animal a pasto é geralmente a forma mais barata de produção, desde que feita da maneira correta;

4 – No período das águas o custo de produção é menor: Deve ser feito com muito mais atenção, pois é onde será construída a margem financeira e produtiva para o período das secas.

Além disso, existem paradigmas que devem ser quebrados dentro da produção de pastagens, como por exemplo, ser necessário deixar o pasto sementar para o primeiro pastejo. O ideal é já deixar o animal pastejar 30 dias após o plantio da forrageira. Além disso, pasto alto não é sinônimo de pasto bom, a altura máxima para manejo de capim é de 90 centímetros, acima disso, haverá perda de qualidade.

Outro grande mito sobre pastagens é que não é preciso adubá-las. É necessário entender que o solo é uma fonte finita e caso seja utilizado indiscriminadamente, haverá perdas na produtividade. Dentro do Brasil, estudos demonstram que 80% das áreas de pastagens são degradadas, principalmente por esta falta de cuidado.

Por fim, acredita-se que quanto maior a taxa de lotação melhor, porém, por si só está métrica pode não fornecer informações precisas, sendo necessário verificar também a taxa de oferta das forrageiras.

O manejo de pastagens é definido como otimização da produção de forragem para a maximização da produção animal. Porém, não é interessante maximizar a produção das plantas forrageiras, pois plantas tropicais tendem a alongar o colmo quando em sombreamento. Com isso, há diminuição na proporção de folhas, que deve ser o principal objetivo de produção de pastagens. As folhas além de serem selecionadas primariamente pelos animais, possuem maior degradabilidade ruminal e maior valor nutricional para o animal em comparação aos talos que possuem maior deposição de lignina e fibra.

Dentro da dinâmica do processo de manejo, existem três etapas: o crescimento, a utilização e a conversão. A forragem que foi produzida será consumida, utilizada e convertida em produto animal. A utilização pelo animal (ou manejo) é responsável por 80% do sucesso da atividade, enquanto o crescimento e a conversão são responsáveis por apenas 12% e 8% respectivamente. Ou seja, em uma escala de prioridade, aprender a manejar pasto é mais importante do que trocar a planta, adubar ou trocar a genética animal.

Para o manejo correto das pastagens, dois conceitos possuem grande importância: pressão de pastejo, que é a relação entre unidade animal e peso de massa seca, e a capacidade de suporte, que é definida como a taxa de lotação máxima que irá determinar um certo nível de desempenho sem deteriorar o sistema. Sendo assim, é necessário adotar uma pressão de pastejo que seja compatível com a capacidade de suporte.

Avaliar a qualidade das pastagens é imprescindível para aumentar a rentabilidade. Para se ter o melhor manejo, a altura é uma opção viável em nível prático, visto que para a maioria das forrageiras os critérios de altura já foram definidos cientificamente.  Para o crescimento das plantas, luz e nutrientes do solo são os fatores determinantes.

No período da seca não é somente a água que limita a produção, mas também a incidência de luz e a temperatura. À medida que aumenta a altura do pasto, teoricamente, aumenta a capacidade de interceptação e o acúmulo de forragem. As folhas vão se alongando ao passo que aumenta a altura de pasto, mas em um determinado momento, o acúmulo líquido de folhas cai e a deposição de materiais mais fibrosos é aumentada. Para que isso não ocorra, não é interessante passar de 95% de interceptação de luz.

Para avaliação, a maneira mais prática é a manejar a altura da pastagem. Para cada capim, existe uma altura correta de manejo embasada cientificamente.

O papel da adubação no manejo de pastagens é acelerar a formação, manter a produção ou aumentar a taxa de lotação, acelerar a rebrota, diminuir período de descansos e aumentar o número de ciclos. A adubação deve ser feita de forma estratégica para garantir altas produções.

O uso de promotores de crescimento das pastagens e adubação foliar só deverá ocorrer após o básico acontecer, ou seja, depois de saber adubar, colher e fazer correta adubação do solo. Só depois da correção do solo, é que se sabe colher e manejar o pasto.

Colher bem é a prioridade, não adianta produzir e não colher. Além disso, não se pode produzir sem ter o que colher. O bem mais precioso de uma fazenda é o capim, e este deve ser valorizado como tal.

A safra mais recente do Fazenda Nota 10 mostrou uma capacidade de evolução das propriedades além do que se imagina. E comprovou que, com gestão, é possível dar uma virada nos resultados da sua propriedade
 

Nem é preciso ter usado um guia de ruas (alguém se lembra?) para saber o quanto a tecnologia facilitou qualquer plano de deslocamento. Você insere origem e destino no aplicativo do seu smartphone e em segundos ele mostra todo o trajeto, a duração, o fluxo do trânsito, se há acidentes no percurso, até sugere rotas alternativas.

É essa praticidade e essa precisão que o Programa Fazenda Nota 10 oferece aos pecuaristas, com a diferença de que, neste caso, a origem é a condição em que a propriedade se encontra e o destino é o patamar que se pode atingir, o potencial de crescimento do negócio. Na última safra, foi possível identificar que a margem de expansão é mais ampla do que se pensa. E que você pode fazer de 2021/22 a safra da virada na sua propriedade. 

O Fazenda Nota 10 é uma iniciativa da parceria entre o Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e a Friboi, e tem como objetivo ajudar o produtor a identificar a real situação do negócio e em quais pontos deve trabalhar para aprimorar todo o processo. A safra 2020/21 revelou que as propriedades do grupo Top Rentáveis estão superando, sem muita dificuldade, a marca dos R$ 1 mil por hectare, algumas inclusive chegando a ganhos em torno de R$ 5 mil por hectare.

“Se a pecuária fosse uma olimpíada, esse seria o ano em que os recordes foram batidos – reprodutivos, produtivos, econômicos e financeiros”, afirma Antonio Chaker, consultor sênior e coordenador do Inttegra. “Foi uma safra transformadora que está nos ensinando muito e que não sabemos ainda qual é o limite da pecuária.”

Também surpreende o outro extremo. Chaker lamenta que muitas fazendas ainda tenham uma lucratividade baixa, com ganhos de R$ 100 por hectare. Mas como o Fazenda Nota 10 se propõe exatamente a contribuir para que se construa uma nova realidade no campo e na cadeia produtiva de carne bovina, o que se vê aí é uma grande oportunidade.

“Acho que o que está acontecendo com a pecuária hoje é o seguinte: se tem fazendas ganhando R$ 5 mil por hectare e outras ganhando R$ 100, o potencial é os R$ 5 mil e não os R$ 100. A chance que a gente tem de melhorar é espetacular”, analisa Fábio Dias, diretor de Relacionamento com Pecuaristas da Friboi.

Fábio Dias chama a atenção também à importância dos caminhos para se reduzir essa distância entre os extremos e, cada vez mais, aproximar o maior número possível de fazendas da referência de excelência. É o caso da seleção genética, do melhoramento do rebanho. E uma coisa acaba puxando a outra, pois se o pecuarista tem animais com potencial produtivo mais elevado, precisa oferecer nutrição compatível a essa capacidade, uma pastagem de qualidade, que exige um solo mais bem-cuidado.

É exatamente para que os participantes do Fazenda Nota 10 possam, de forma equilibrada, aprimorar todos os fatores que influenciam o sucesso de sua propriedade que a organização do programa buscou novos mentores para as masterclasses da safra recém-começada. “Acho que esse ano, a novidade que eu gostei muito de ver foi a incorporação de algumas coisas que vão além da gestão. A gente incorporou agora para a safra nova a questão do bem-estar, de sustentabilidade, de transparência, de qualidade do fornecedor, se está todo mundo devidamente documentado”, comenta Fábio Dias.

 “A pecuária nova não é só dar lucro, não é só dar R$ 5 mil por hectare, mas alcançar isso de forma correta. O ‘como a gente faz’ ganhou uma importância muito grande.”

Outro diferencial do Fazenda Nota 10 é que o programa se aplica a todos os sistemas de produção – cria, recria, engorda, ciclo completo. E além disso o produtor tem acesso ao benchmarking, que permite a comparação de sua propriedade com aquelas que estão no topo da lista de eficiência produtiva e econômica.

“A capacitação de gestão e essa comparação de benchmarking são para todos, e nosso intuito é ajudar a profissionalizar as fazendas levando-as aos melhores resultados”, explica Rodrigo Gennari, líder de Projetos do Fazenda Nota 10. Vale ressaltar que as informações de cada propriedade são totalmente protegidas, e que as comparações são feitas de forma extremamente técnica e cuidadosa, para que sirvam como uma bússola para o pecuarista.

É importante ressaltar que essa possibilidade de comparações entre as fazendas deve servir de estímulo, de incentivo para a melhoria. O produtor vai aproveitar as referências de eficiência e os conceitos de gestão e aplicá-los de acordo com a realidade do seu negócio.

Como explica Chaker, embora já esteja comprovado o potencial de ganhar R$ 5 mil por hectare, pode ser que em determinados casos um ganho de R$ 800 seja excelente, essa definição vai depender de uma série de fatores. O mais importante é que a progressão seja continua. “Se alguém me perguntasse o que é o Fazenda Nota 10 em uma única frase: é melhorar sempre, o amanhã melhor do que hoje”, afirma o consultor.

Quem responde é o professor Mateus Paranhos, especialista encarregado do módulo de saúde e bem-estar animal do Fazenda Nota 10

Cuidar bem do rebanho durante todas as etapas do sistema produtivo é uma forma de o pecuarista garantir, também, condições favoráveis para as pessoas envolvidas nesse processo como um todo e para o próprio negócio. Os benefícios de se investir em saúde e bem-estar animal são diversos, e os participantes do Programa Fazenda Nota 10, iniciativa do Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e da Friboi, terão a oportunidade de entender essa equação detalhadamente.

Quem vai explicar a relação entre bem-estar animal e  produtividade  é um dos novos mentores do projeto: Mateus Paranhos, professor da Unesp de Jaboticabal, sócio da BE.Animal e um dos maiores especialistas do Brasil no assunto.

Paranhos está empolgado com a participação no Fazenda Nota 10. “Antes mesmo de existir esse módulo de bem-estar estávamos animados em conhecer o programa”, afirma. O mentor já tomou conhecimento do perfil das fazendas inscritas e identificou um amplo espaço para promover evolução.

“Há várias propriedades que estão muito avançadas nessa questão, mas também muita gente que precisa de orientação. O fato de haver esses dois lados mostra uma oportunidade de aprendizado.”

O objetivo é exatamente auxiliar os produtores a definirem os caminhos a serem percorridos para a implementação das mudanças. Aliás, essa é a essência do Fazenda Nota 10: ajudar o produtor a identificar a real situação do negócio e em quais pontos deve trabalhar para aprimorar todo o processo.

Paranhos afirma que grande parte das adequações dos fatores relacionados a bem-estar animal – saúde, ambiente, nutrição, comportamento do gado, domínio mental (como os bovinos se sentem) – pode ser feita apenas com ajustes no manejo, sem a necessidade de mudanças na infraestrutura da fazenda. E se houver necessidade de investimento nessa área, não há com o que se preocupar, pois ele se paga e ainda traz retorno.

Entre os benefícios de uma boa gestão desse setor, Paranhos destaca a redução de perdas (morte de animais, desempenho abaixo do esperado e qualidade do produto final) e a valorização da imagem da cadeia produtiva de pecuária de corte.

“Muitos dos questionamentos do setor estão ligados aos cuidados com os animais. Há redes de supermercados com protocolos severos nessa área”, afirma o especialista. “Se não forem cumpridos, a compra da carne não acontece.”

Um fator positivo, segundo Paranhos, é que muitos pecuaristas estão dispostos a mudar, têm a mente mais aberta e aderem mais rapidamente às transformações do setor. Alguns já estão, por exemplo, substituindo a marca a fogo por sistemas de identificação mais sofisticados e alinhados com as exigências de bem-estar animal.

Algumas alterações, claro, podem ser mais desafiadoras, como promover o fim do manejo agressivo. Esse é um daqueles conceitos que não fazem mais sentido – talvez nunca tenham feito – mas ainda estão bastante arraigados na rotina de muitas propriedades. Só se sustenta pela ideia ultrapassada de que o bovino é um animal bruto e precisa ser tratado com brutalidade.

“Alterar esse comportamento é a mudança mais barata, porque é só uma alteração de manejo. Mas, ao mesmo tempo, é muito difícil, porque trata-se de uma questão cultural”, avalia Paranhos. A masterclass do Fazenda Nota 10 com o professor vai ajudar a rever pontos como esse.

Outro exemplo comum em várias propriedades, e que pode passar despercebido na rotina do manejo do rebanho, é o cuidado com a água e com a comida. “O local onde o gado bebe água está livre de contaminação? Os animais consomem o suficiente ou eles não querem beber por causa das algas que se formaram ali?”, provoca Paranhos, que também lamenta o fato de ainda haver bovinos morrendo de fome nas fazendas. “Todo ano tem seca, e tem produtor que não faz reserva de comida.”

A participação do professor Paranhos no Fazenda Nota 10 será um grande estímulo para os pecuaristas reverem sua relação com o bem-estar animal, trocar ideias e conhecimento e descobrir o quanto e como esse tema impacta em tudo na propriedade.

“Fazenda pobre tem pastagem degradada, erosão, animal que não gera renda, a condição de vida é ruim e não melhora. Cuidar do bem-estar animal muda tudo isso. O Fazenda Nota 10 traz uma reflexão importante sobre isso.”

Em apenas uma safra é possível mudar a realidade do negócio de gado de corte, com resultados bem superiores, e o caminho é a adoção de um bom programa de gestão. Conheça agora dez motivos para fazer a escolha certa

Centenas de pecuaristas brasileiros melhoraram os índices produtivos e econômicos de suas fazendas, de forma consistente, em apenas uma safra. São os participantes do Programa Fazenda Nota 10, iniciativa da parceria entre o Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e a Friboi. O programa ajuda o produtor a identificar a real situação do negócio e em quais pontos deve trabalhar para aprimorar todo o processo. “O que não se mede não se gerencia. Temos plena convicção de que essa iniciativa muda para valer nossa cadeia produtiva, e o principal pilar desse projeto é que todos tenhamos muito sucesso”, afirma Renato Costa, presidente da Friboi.

É exatamente a busca por esse sucesso que garantiu aproximadamente 400 inscrições na nova safra do Fazenda Nota 10. “A gente vem de uma história de 30 propriedades para pouco mais de 100, e agora para cerca de 400. É um crescimento importante, o programa está ganhando ainda mais relevância”, diz Fábio Dias, diretor de Relacionamento com Pecuaristas da Friboi. Essa expansão não acontece por acaso. Aqui estão os dez principais motivos que fizeram com que cada vez mais pecuaristas tenham aderido ao programa. 

Motivo 1 – Facilidade de uso da plataforma

O Fazenda Nota 10 é baseado na plataforma Resultta, do Inttegra, um ambiente digital, simples e objetivo. Ela foi constituída para facilitar tanto a inserção dos dados quanto a navegação, e pode ser acessada via aplicativo no seu smartphone.

Motivo 2 – Tempo para lançar os dados

Por conta da praticidade da plataforma, uma hora por mês é suficiente para que fazer todos os lançamentos necessários. Exatamente isso, apenas uma hora mensal.

Motivo 3 – Diagnóstico trimestral

Com esse raio-x periódico da fazenda não é preciso esperar o fim da safra para tomar uma decisão sobre o que precisa ser melhorado ou corrigido, um ganho significativo de tempo e dinheiro.

Motivo 4 – Comparação com outras fazendas

Cada participante do Fazenda Nota 10 pode comparar o desempenho da sua propriedade com as mais rentáveis do programa, onde quer que elas estejam, e mirar no melhor resultado como referência para sua gestão.

Motivo 5 – Masterclass

Uma vez por mês os participantes têm um contato direto com grandes especialistas da pecuária sobre temas como gestão do negócio, gestão de pessoas, nutrição, pastagem, reprodução, genética, saúde e bem-estar animal.

Motivo 6 – Acompanhamento on-line diário

A equipe de consultores do Fazenda Nota 10 está disponível diariamente para ajudar o produtor a obter o melhor aproveitamento da a plataforma, garantindo que a metodologia do programa seja aplicada com eficiência.

Motivo 7 – Precisão dos dados

A equipe do Fazenda Nota 10 faz uma auditoria do lançamento dos dados na plataforma, para evitar qualquer disparidade e assegurar que todo o processo seja feito com base em um cenário real, gerando o melhor diagnóstico.

Motivo 8 – Segurança dos dados

O Fazenda Nota 10 assegura integridade total dos dados inseridos na plataforma. Ou seja, cada participante tem garantia de que suas informações estão protegidas, o risco é zero de serem acessadas de maneira inadequada.

Motivo 9 – Materiais extras

Os participantes do Fazenda Nota 10 também terão reforço para evoluir em planejamento e definição de estratégias, o que garante mais assertividade em cada tomada de decisão.

Motivo 10 – Networking

Quem se inscreve no Fazenda Nota 10 está entrando para uma comunidade de aproximadamente 400 fazendas. Imagine o quanto é possível aprender com todas essas propriedades, sejam elas semelhantes ou não à sua. Sem contar a oportunidade de interação para saber como está o mercado nos mais diferentes polos produtivos do País, e sobre diversos outros assuntos relevantes para o negócio.


A eficiência do gerenciamento de uma fazenda começa pela qualidade dos dados sobre as etapas de produção, e a pesagem do gado é fundamental nesse processo

Um dos principais benefícios que os pecuaristas têm ao participar do Programa Fazenda Nota 10 é conhecer onde estão, dentro da sua propriedade, as melhores oportunidades para evoluir na atividade. Por diversas razões, muitas vezes o produtor não consegue identificar ou analisar corretamente a informação que está ali à sua disposição. É exatamente aí que o programa, iniciativa da parceria entre o Inttegra (Instituto de Métricas Agropecuárias) e a Friboi, começa a fazer diferença. “É praticamente impossível tomar uma decisão correta sem ter números de qualidade”, diz Antonio Chaker, consultor sênior e coordenador do Inttegra.

O objetivo do Fazenda Nota 10 é ajudar o produtor a identificar a real situação do negócio e em quais pontos deve trabalhar para aprimorar todo o processo. Essa análise depende, a princípio, dos dados sobre o rebanho e a propriedade, que são coletados e processados de forma simples, rápida e objetiva. Depois são comparados aos das propriedades mais bem colocadas no programa em termos de eficiência, gerando assim um diagnóstico sobre as possibilidades de crescimento. “A gente mostra ao pecuarista onde ele deve produzir mais e onde deve economizar”, afirma Chaker.

Cada pecuarista tem a responsabilidade de abastecer a plataforma com os dados de seu criatório, inclusive números de pesagem. E essa etapa é muito mais simples do que se imagina. “Quando falamos em pesagem, não é que tem de pesar todo o gado a toda hora. O que precisamos para o programa são amostras dos lotes de animais em crescimento apenas quatro vezes por ano, quando fazemos as análises trimestrais”, esclarece Chaker. Essas informações indicam as arrobas produzidas naquele período e vão ajudar a calcular a margem por arroba, o lucro por boi.

É possível que alguém esteja se perguntando: “E quem não tem balança?”. Como o propósito do Fazenda Nota 10 é apoiar os pecuaristas, nem mesmo a falta de um equipamento tão essencial como este vai se tornar um impeditivo. “Se você quer comprar uma balança, assim como outras pessoas que podem estar na mesma situação, é o momento de a gente se unir e buscar o melhor preço, o melhor parcelamento, prazos mais adequados para que se resolva esse problema de falta de balança”, afirma Chaker. Por sua relevância na cadeia produtiva de carne bovina, Inttegra e Friboi podem buscar o apoio de empresas parceiras para oferecer a condição mais interessante a cada produtor.

Se você tem interesse no Fazenda Nota 10, quer alcançar resultados superiores em seu negócio, quer aprimorar e profissionalizar sua gestão, não perca essa oportunidade. Procure os consultores e as consultoras do programa para tirar todas as suas dúvidas e entender por que é tão simples fazer parte desse processo. A facilidade já começa pelo desconto para participar. Com um número cada vez maior de fazendas inscritas, é possível reduzir o custo fixo do programa. Além disso, a Friboi patrocina mais de 73% do custo de cada participante, pois entende que seu desenvolvimento está diretamente relacionado ao desenvolvimento de seus fornecedores. Sem contar que cada real investido pelo produtor retornará – e se multiplicará – rapidamente com a redução de perdas e o aumento dos ganhos.